De todo o tipo de terapeutas que existem espalhados por este mundo, sem dúvida que o “Portuga”, pela sua capacidade de improviso e de desenrasque, alcançou o seu cantinho muito especial. Para além de que o “tuga” tem sempre a capacidade de descalçar a bota, mesmo quando tem a peúga branca atolada até às tibiotársicas.

 

Todos nós, ao longo da nossa prática clínica, vamos vivenciando momentos dignos dos Apanhados ou de qualquer espetáculo de Stand Up Comedy.

 

Passo a exemplificar, decerto já vos aconteceu que em vez de tratar o ombro direito nos enganamos e fomos mobilizar o esquerdo e quando confrontados com o lapso soltamos um “Sim eu sei, estava só a testar o lado bom para perceber o ROM”.

 

E claro que já aceitamos que um utente nos chamasse por um outro nome, que não o nosso, durante o tratamento e nós por vergonha não o corrigíssemos. Até que, no momento em que nos estamos a despedir dele, aparece alguém que nos chama pelo verdadeiro nome, e é com aquela calma olímpica que dizemos que esse é o nosso segundo nome!

 

No nosso dia-a-dia aplicar variadas técnicas não é novidade para ninguém, mas por vezes somos verdadeiramente surpreendidos. Com a técnica intrabucal (SEB por exemplo) quando começamos a fazer a tração e de repente sentimos algo a ceder, numa fração de segundos só conseguimos pensar “Ups acho que saltei a parte da placa dentária no exame subjetivo. Alguém que me traga Corega por favor”.

 

É por estes pequenos pormenores que fazem da nossa profissão e do contacto com as pessoas algo maravilhoso. Que nunca deixemos cair o sorriso e o desenrascanço que nos une 😀