Parte 2/2

Olá pequenos perus natalícios,

 

Já estamos todos em modo engorda para o dia 25? Falta menos de um mês para o grande dia, portanto toca a hipertrofiar esses glúteos maiores. Tudo a subir as cargas 😀 Mas não me quero alongar em mentalidades que vocês sabem bem do que esta cabeça é capaz. Ora como diz o Ricardo Sá Pinto, fait attention se faz favor, que temos aqui mais um novo Jorge Jesus em potência. Adiante…

 

E por falar em futebol, confesso que quando li o artigo que serviu de base a estes dois temas, a antibiótico terapia nas lombalgias com Modic Changes pensei que era uma analogia com o Luka Modrić, quando ele decidiu mudar radicalmente a sua imagem. Podem confirmar o antes e o depois nas seguintes fotos :p .

(Foto: Editoria de Arte)

Só que afinal não era, e se querem saber mais acerca destas lesões, faxabor de ler o artigo anterior.

Pois bem, este segundo artigo vem corroborar alguns dos dados já apresentados anteriormente. Em que 6% da população sem sintomatologia e 46% da população com LPB podem apresentar modic changes tipo I. Um estudo efetuado durante as cirurgias a hérnias lombares , onde se analisava tecido nuclear do disco, provou que 53% dos pacientes apresentava duas bactérias, a propionibacterium acnes e corynebacterium propinquum (estes davam uns belos nomes para um dos filmes do Harry Potter). Um pequeno pormenor para mim delicioso. Quando se testa a presença de bactérias no material extra nuclear, o número de infetados passa a ser de 0%. Para os autores estas bactérias ganham acesso ao disco em bacteremias efetuadas, com vista a uma neovascularização num período de lesão discal ou em casos mais severos de herniação. A inflamação local é secundária a esta infeção e deve ser vista como a reação óssea à agressão a que está a ser alvo.

 

Ora se há uma bactéria qual o resultado ao nível de alguns outcomes como dor lombar, irradiação para Membro inferior, marcadores específicos para a lesão, dias seguidos com dor severa, ressonância magnética entre outros, quando aplicamos a estes utentes um tratamento medicamentoso que deram o nome de MAST (modicantibiothicspine therapy). O medicamento utilizado no grupo de estudo foi escolhido por conseguir penetrar no disco.

 

Os resultados foram bastante animadores. O grupo de controlo obteve melhores resultados em todos os outcomes ao final de um ano, e quando comparados com o grupo placebo foram estatisticamente significativos. As melhorias foram progressivas e o pico de diminuição de dor foi atingido ao final de 6-8 semanas.

 

Interessante perceber que se verificaram diferenças importantes no volume do bone edema característico das modic changes. No entanto nem tudo são rosas, uma vez que se verificaram uma série de efeitos indesejados, com maior incidência no grupo em estudo, pelo que terão de se realizar mais estudos com incidência na duração e na administração da MAST.

 

O propionibacterium acnes segrega um propionic acid que tem a capacidade de alterar a propriedade óssea e discal e, pode ser esta a causa das modic changes. É necessário avaliar com cuidado os benefícios e as consequências do uso desta terapia, mas é sem qualquer dúvida um estudo que vem mudar a visão da dor lombar crónica e que vem acrescentar mais informação aquela já existente. Podem encontrar o artigo original no seguinte link :

 

https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3631045/#!po=30.8824

 

Bem vou preparar a indumentária que logo o Benfica joga contra o Porto e temos de nos equipar a rigor. Por curiosidade, qual será o clube do mãozinhas?

 

Bons pontapés na atmosfera e até à próxima semana!